O Senhor Pelejará Por Ti

 
Todo o livro de Deuteronômio consiste em um único discurso de Moisés, feito pouco antes de sua morte. Esse discurso faz uma revisão dos quarenta anos que Israel tinha passado vagando no deserto. E Moisés o faz dirigido à nova geração de israelitas. À época o povo estava colocado nos altos de Cades-Barnéia, um lugar importante em sua história. Estavam na fronteira de Canaã, a terra prometida. Era o mesmo local onde seus pais haviam estado trinta e oito anos antes. Era também o lugar onde Deus havia impedido a velha geração de entrar na terra prometida. O Senhor os enviou de volta ao deserto, para vagar até que toda a geração morresse, com exceção de Josué e Calebe. Agora Moisés relembrava à nova geração a história de seus pais. Ele queria que eles soubessem exatamente porque a geração precedente havia morrido - e fora considerada desesperadamente rebelde aos olhos de Deus.

Moisés insistia em que aprendessem a partir dos erros trágicos dos pais, dizendo algo como: “Vocês conhecem a história de seus pais. Eram um povo chamado, escolhido e ungido por Deus. Mas perderam a visão. O Senhor os amou de tal maneira que os pegou nos braços, e os pôs no colo inúmeras vezes. Contudo, vez após vez, eles murmuraram e reclamaram dEle, entristecendo-O.” “Finalmente, a paciência de Deus chegou ao fim. Ele viu que eles tinham se comprometido com a incredulidade. E não havia nada que Ele poderia fazer para que mudassem de opinião; nenhum milagre que Ele realizasse conseguiria lhes persuadir totalmente quanto à Sua fidelidade e bondade. Seus corações eram como granito. Então Deus lhes disse: ‘Nenhum de vocês entrará na terra prometida. Pelo contrário, agora mesmo vocês vão fazer a volta – e retornar ao deserto.”‘ Que palavras poderosas. Mas Moisés não estava falando apenas à nova geração de israelitas. Ele também estava se dirigindo a cada uma das gerações de crentes que se seguiriam, incluindo nós hoje. Como todos os registros do Velho Testamento, esse foi escrito “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (I Coríntios 10:11). Moisés está nos mostrando o perigo da incredulidade. E previne que a menos que levemos essa questão a sério, sofreremos as mesmas terríveis conseqüências daqueles que caíram antes de nós: “A fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência” (Hebreus 4:11). Ele está dizendo, basicamente: “Não importa que tipo de coisa impossível vocês estejam enfrentando, ou o quanto à situação pareça desesperadora. Vocês não devem cair no mesmo pecado de incredulidade. Caso contrário, irão acabar em um deserto terrível, como eles. E vagarão por ele pelo resto da vida”.

“Deus é fiel para lhes guiar. E Ele levou seus pais a crises por um motivo: para ensiná- los a confiar nEle. Ele queria um povo inabalável na fé.

Eles deveriam sair do deserto com uma fé provada – pura como ouro.

Ele queria que fossem um testemunho para o mundo da bondade dEle para com o Seu povo.” Acredito que a nossa geração tem aceito o pecado da incredulidade de maneira muito leviana. E agora mesmo, estamos vendo os trágicos resultados. Vejo muitos crentes atualmente cheios de depressão e inquietude. Claro, alguns sofrem estas coisas por razões físicas. Mas muitos outros suportam tal sofrimento devido à situação espiritual. Em minha opinião, a depressão de tais pessoas é resultado do desagrado de Deus pela incredulidade contínua. O Senhor sempre usa linguagem forte ao se referir à incredulidade em meio ao Seu povo – termos como ira, cólera, abominação, tentar a Deus. Moisés levanta esse ponto ao lembrar os jovens israelitas quanto a isso: “Vistes que o Senhor, vosso Deus, nele (deserto) vos levou, como um homem leva a seu filho, por todo o caminho pelo qual andastes… Tendo, pois, ouvido o Senhor as vossas palavras (de incredulidade), indignou-se e jurou, dizendo: Certamente, nenhum dos homens desta maligna geração verá a boa terra que jurei dar a vossos pais” (Deuteronômio 1:31, 34-35).

Moisés então descreve o trágico erro que os pais haviam cometido em Cades-Barnéia. Aconteceu pouco após a travessia do mar Vermelho. Deus havia ordenado que Israel avançasse ousadamente à Canaã. E havia lhes dado poderosas palavras de segurança: “Eis que o Senhor, teu Deus, te colocou essa terra diante de ti. Sobe, possui-a, como te falou o Senhor, Deus de teus pais: Não temas e não te assustes… Não vos espanteis, nem os temais. O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito” (Deut. 1:21, 29-30).

Que promessa incrível. Nenhum de seus inimigos conseguiria enfrentá-los (v. 7:24). Mas Israel vacilou diante da promessa de Deus. Ao invés de aceitá-Lo segundo a Sua palavra, insistiram em enviar espiões à Canaã. E esses espiões trouxeram “más notícias”, cheias de incredulidade. Falaram de gigantes e de cidades cercadas por altas muralhas. E o povo acreditou nesse relatório que trouxeram: “Porém vós não quisestes subir, mas fostes rebeldes à ordem do Senhor, vosso Deus” (1:26). Agora Moisés diz à nova geração: “Eles deveriam ter se movido na mesma hora segundo a palavra de Deus. O Senhor havia dito que lutaria por eles. Mas eles se rebelaram”. Dá para você ver o quê aconteceu com a velha geração?

O envio daqueles espiões para Canaã foi um ato de incredulidade. E enquanto esses espiões estiveram lá, foram influenciados por Satanás. Ficaram sujeitos às mentiras do inimigo porque não haviam seguido a palavra de Deus. E assim voltaram ao acampamento como instrumentos do diabo.

Após ouvir o relatório maldito, o povo agitou os punhos contra Deus acusando: “O Senhor nos abandonou, Deus. O Senhor nos trouxe aqui para morrer”. Poucos meses antes, este mesmo povo havia sido separado por Deus, tornado especial aos Seus olhos, e milagrosamente salvo. Mas agora o acampamento todo se via confuso. Eles perguntavam entre si: “Será que Deus não está mais conosco?”. Logo começaram a chorar pelos filhos: “Os nossos filhos vão morrer de fome neste deserto. Deus nos odeia!”.

Moisés lembra os jovens israelitas das acusações dos pais: “Murmurastes nas vossas tendas e dissestes: Tem o Senhor contra nós ódio; por isso, nos tirou da terra do Egito para nos entregar nas mãos dos amorreus e destruir-nos” (1:27).

Cades-Barnéia é Onde Deus Leva Todos os Seus Filhos Para o Teste Definitivo da Fé. Cades-Barnéia é o local da coisa assumidamente impossível. A própria palavra vem da raiz hebraica significando “fugitivo, vagabundo, vagante”. Resumindo – se você tomar a decisão errada aqui, acabará vagando por um deserto o resto da vida. Muitos cristãos estão exatamente nesse ponto agora. Deus lhes deu Suas promessas de Aliança; lhes deu um passado histórico maravilhoso consigo, lhes concedendo milagre após milagre de libertação. Mas o diabo foi a eles com mentiras, dizendo que não conseguiriam acabar a carreira. Ele os convenceu de que não eram bons o suficiente, de que Deus ainda estava zangado com eles devido a pecados passados, e que nunca os perdoaria.

Diga: você começou a aceitar estas mentiras? Você acha que Deus irá falhar quando a sua crise chegar? Se é assim, então em algum ponto de seu caminhar você deixou de aceitar a Deus segundo a palavra d’Ele. Você não agiu segundo o Seu comando.

E o quê foi verdadeiro para Israel é também verdadeiro para você: o teste que você enfrenta em Cades-Barnéia irá determinar o curso de seus anos restantes.

Como Israel, você tem sido carregado nos braços de Deus em meio a um terrível deserto. Ao olhar para trás, você pode recordar as tremendas provações que enfrentou, os dolorosos fracassos que suportou. Você passou por lutas que jamais pensou que iria superar. Mas Deus lhe foi fiel em cada uma delas.

Toda vez, Ele misericordiosamente se inclinou e lhe levantou. E agora você pode dizer: “Deus nunca falhou comigo. Estou aqui hoje pela Sua graça. É verdade – Deus me pôs em Seus braços, do jeito que um pai pega o filho”.

E mais, Deus o trouxe para fora a fim de o colocar dentro. Há uma terra prometida à sua frente, da mesma maneira que havia para Israel: “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hebreus 4:9). Deus o salvou para levá-lo a um lugar de repouso. O quê é esse repouso? É um lugar de fé e de confiança inabaláveis no Senhor. É um lugar de dependente confiabilidade em Suas promessas – de que elas cuidarão de você em meio a seus períodos mais difíceis. Mas para chegar a esse lugar de repouso, você primeiro precisa passar por Cades- Barnéia. Chegando lá, você estará face a face com uma batalha tão intensa, que superará tudo que já viveu. Há inimigos, gigantes, altas muralhas, coisas que lhe parecem totalmente insuperáveis. E você precisa submeter totalmente a sua confiança ao Senhor para prosseguir. Já vimos como os israelitas hesitaram em agir segundo a palavra de Deus em Cades-Barnéia. Como resultado, Satanás os colocou sob a influência de dez mentirosos inspirados pelo demônio. Qual o resultado? O resultado é que o povo acabou pensando que Deus estava resolvido a lhes destruir. E o mesmo se mantém verdade para nós hoje. Quando nos recusamos a agir rapidamente em cima das promessas de Deus, nos abrimos a espantosas mentiras demoníacas. E essas mentiras têm o objetivo de destruir a nossa fé. Satanás quer que pensemos que Deus nos deixou lutando sozinhos; nos diz que as muralhas à frente são altas demais, que não há como escalá-las para a vitória. Diz que vamos fracassar, que todo o nosso caminhar com Jesus foi em vão. Ele cochicha que não adianta continuar, que é melhor desistir. Lhe digo o seguinte: é por isso que Deus sempre quer que ajamos rapidamente segundo a Sua palavra. Ele não quer que o diabo tenha chance de nos assaltar com mentiras.

Alguém pode pensar: “Eu nunca iria acreditar que Deus me odeia. Como vou achar que o Senhor esteja a fim de me destruir?”. Mesmo assim, se ouvirmos as mentiras de Satanás, é exatamente isso que acabaremos dizendo: “Deus me levou a uma situação impossível. Não há sinal de Ele estar arranjando uma saída para mim. No entanto, Ele diz que não permitiria que eu suportasse algo acima de minhas forças. E agora mesmo o que estou passando é mais do que posso suportar”. Tais pensamentos são acusação direta contra Deus. Eles O acusam de não estar conosco em meio ao sofrimento.

Vemos novamente esta incredulidade em Israel quando chegaram a Refidim. Este era o local mais seco do deserto, e outro lugar de crise. Logo o povo começou a agonizar de sede. E uma vez mais, perderam toda a confiança em Deus: “Está o Senhor no meio de nós ou não?” (Êxodo 17:7), querendo dizer: “Se Deus estivesse conosco, nós não estaríamos nessa crise. Desta vez é insuperável”.

No Fundo, o Motivo da Incredulidade de Israel, é o Mesmo Motivo da Incredulidade da Igreja Hoje.

Simplificando: a palavra de Deus não foi suficiente para Israel. O Senhor lhes havia dado promessas incríveis; contudo em meio à crise, Israel nunca confiou em Sua palavra. A despeito de cada uma das promessas, de cada compromisso férreo de cuidar deles, eles entenderam Sua palavra como algo inútil. Como? Eles nunca a juntaram à fé: “A palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé” (Hebreus 4:2).

Em vez disso, o povo sempre pediu uma nova palavra de Deus. Vemos isso em seu questionamento: “Deus está conosco, ou não?”. Em outras palavras: “Temos de saber se Deus está conosco nessa crise, não na crise anterior. Precisamos de uma nova revelação dEle, para essa nova situação”. Eu lhe pergunto: como alguém poderia esquecer tão rapidamente tudo que Deus havia feito por eles? Israel havia removido da lembrança todos os exemplos passados de libertações feitas por Deus. Eles jamais permitiram que Seus atos sobrenaturais passados edificassem sua fé nEle.

Mesmo assim, a despeito das acusações contra Ele, Deus proferiu uma outra palavra para Israel. Ele instruiu Moisés a lhes dizer: “Não vos espanteis, nem os temais (os inimigos). O Senhor, vosso Deus, que vai adiante de vós, ele pelejará por vós, segundo tudo o que fez conosco, diante de vossos olhos, no Egito” (Deut. 1: 29-30). Ora, essa promessa não era nova.

Deus estava apenas reafirmando o que já havia dito ao Seu povo: “O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (Êxodo 14:14). Ele os estava lembrando: “Lhes disse no Egito que Eu iria à frente. Disse que habitaria em seu meio, e lutaria por vocês contra todos os inimigos”. E Ele havia feito exatamente isto. Deus os havia livrado todas as vezes, à cada provação.

Vez após vez Deus lhes havia dito: “Estou com vocês. Vou lutar por vocês. Agora então, apropriem-se desta promessa, e não a esqueçam”. Mesmo assim, cá estavam eles em Cades-Barnéia, tremendo diante do inimigo, e se concentrando na própria fraqueza. Finalmente,  raciocinaram assim: “Não estamos capacitados para irmos contra eles”. Isso era duvidar escandalosamente – duvidar do chamado de Deus para as suas vidas, duvidar que Ele os havia enviado, duvidar de Sua presença em seu meio.

Você pode achar que nunca iria reagir dessa maneira. Contudo muitos cristãos hoje dizem coisas similares: “Senhor, Tu estás realmente comigo? Sei o quê o Senhor me prometeu. Mas isso é verdade mesmo? Posso confiar no que o Senhor disse? Preciso novamente ouvir algo novo de Ti. Preciso de uma nova palavra. Por favor, me dê um pouco mais de segurança”. Acabamos tremendo diante do inimigo de nossas almas. E tudo porque não cremos no que Deus nos prometeu. Agimos como se Ele nunca tenha dito uma palavra a nós.

E é precisamente aí que O “tentamos”. Mesmo que Ele já tenha se provado a nós inúmeras vezes, nós continuamente pedimos que outra vez nos prove a Sua fidelidade, que nos envie mais uma palavra para edificar a fé. Mas Deus dirá apenas uma palavra: “Creia no que Eu te disse”. Você treme diante de um pecado que lhe assedia, e que cresce diante de si como uma cidade murada? Se é o caso, o que Deus lhe disse quanto a essa fortaleza inimiga? Por toda a Sua palavra, Ele promete: “Eu lutarei por ti. Você não precisa ter medo. Maior é o que está em ti, do que o que está no mundo. Não há pessoa ou inimigo que possa te arrancar da Minha mão. Eu te purificarei e santificarei, pelo Meu Espírito. Confie na Minha palavra revelada a ti”.

A Incredulidade é Até Um Pecado Maior no Novo Testamento do que no Velho - Jesus veio como profeta e operador de milagres à Sua própria casa, Israel. No entanto somos informados de que “não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mateus 13:58). Que afirmação incrível. A incredulidade limitou até o poder de Cristo para operar.

Vemos outros resultados trágicos da incredulidade por todo o Novo Testamento. Os discípulos não conseguiram expulsar um demônio de uma pequena criança devido à incredulidade. E Jesus os repreendeu por isso (v. Mateus 17:14-21).

Após a ressurreição, Cristo ficou chocado novamente devido à incredulidade deles: “e censurou-lhes a incredulidade e dureza do coração” (Marcos 16:14). E também, Paulo diz o seguinte sobre os judeus: “Pela sua incredulidade, foram quebrados” (Romanos 11:20). Por que o julgamento de Deus quanto à incredulidade é tão severo no Novo Testamento? É porque os crentes de hoje receberam algo que os santos do Velho Testamento somente podiam sonhar. Deus nos abençoou com o dom do Seu Espírito Santo. Sob a Velha Aliança, os crentes eram visitados pelo Espírito de Deus só ocasionalmente. Eles tinham de ir ao templo para experimentar a presença do Senhor. Mas hoje Deus faz Sua habitação no Seu povo. Nós somos o Seu templo, e a Sua presença habita todo crente.

No Velho Testamento, Abraão só ocasionalmente era visitado por um anjo, ou recebia uma palavra de Deus. E ele cria no que lhe era dito. Abraão confiava que Deus era capaz de cumprir tudo que prometia. Ele “não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus” (Romanos 4:20). Contudo hoje, Jesus está disponível a nós a qualquer hora do dia. Temos habilitação para apelar a Ele a nossa vida toda, e sabemos que Ele responderá. Ele nos convida a irmos ousadamente à Sua sala do trono, para tornarmos conhecidas as nossas petições. E nos dá consolação e direcionamento através do Espírito Santo.

Mesmo assim, a despeito destas bênçãos, ainda duvidamos de Deus nas ocasiões de provações extremas. Jesus repreende essa incredulidade, dizendo: “Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do homem, achará, porventura, fé na terra?” (Lucas 18:7-8). Se Cristo fosse voltar hoje, Ele acharia fé em você?

Aqui Estão as Conseqüências da Incredulidade “Também foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir…até que toda aquela geração dos homens… se consumiu…” (Deuteronômio 2:15,14). Cá está uma das linguagens mais duras de toda a Bíblia em relação à incredulidade. Você pode achar: “Mas isso não é linguagem da graça. Deus não trata da incredulidade com essa severidade hoje em dia”.

Não é assim. A Bíblia diz que hoje, sob a graça, “Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). Aqui estão algumas conseqüências da incredulidade:

• A incredulidade contamina todas as áreas da vida. Esse pecado não pode ser reduzido a um ponto único em nossa vida. Ele derrama em cima de tudo, infectando todos os detalhes do nosso caminhar. A dúvida de Israel não se limitava à habilidade de Deus em matar os inimigos. A dúvida se derramava sobre a confiança deles quanto às provisões diárias. Eles duvidavam da habilidade de Deus quanto a proteger os filhos deles. Eles duvidavam quanto a Ele levá-los à terra prometida. Eles duvidavam até se Ele estava com eles. É por isso que Deus lhes disse: “Virai-vos e parti para o deserto… não estou no meio de vós” (Deuteronômio 1:40,42).

Se temos incredulidade numa área, isso se espalha como câncer a todas as outras, contaminando o nosso coração inteiro. Podemos confiar em Deus em alguns assuntos, tais como crer que Ele nos salva pela fé, que é todo-poderoso, que o Seu Espírito habita em nós. Mas confiamos nEle quanto ao nosso futuro? Cremos nEle para nos prover quanto à saúde e finanças, para nos dar vitória sobre o pecado?

• A incredulidade leva ao pecado da presunção. Presunção é a ousadia de acharmos que sabemos o que é o certo. É uma arrogância que diz: “Sei o caminho”, e age por si. Cá está ainda outro pecado que Israel cometeu em sua incredulidade. Quando Deus os mandou voltar ao deserto, eles não quiseram obedecer. Antes, foram até Moisés dizendo: “Ok, nós pecamos. Mas agora já resolvemos isso. Estamos prontos para obedecer à ordem de Deus para marcharmos contra o inimigo”. E resolveram eles mesmos definir a situação. Aqui está aonde muitos crentes em dúvida cometem um engano trágico: quando fracassam em uma questão da fé, eles se voltam para a carne. Fazem o que acham que tem de ser feito, mas em sua própria sabedoria e capacidade. A fé, no entanto, sempre resiste a agir com medo. Ela espera que Deus aja. A fé nunca quer fazer alguma coisa acontecer indo à frente de Deus. Esse grupo de israelitas foi à frente de Deus organizando um pequeno exército. Planejaram uma estratégia e se puseram a caminho por vontade própria. Mas quando os inimigos os viram, perseguiram os soldados israelenses “como fazem as abelhas” e os destruíram (Deuteronômio 1:44).

Vi casos terríveis de cristãos que jamais conseguiram entrar no repouso de Deus. O Senhor os levou a um ponto de tremendas provações – crise familiar, problemas financeiros, problemas conjugais – mas eles não esperaram que Deus agisse. Pelo contrário, acusaram-nO de negligência, e tentaram eles mesmos resolver a situação. Hoje, tais crentes não têm repouso, não têm paz e o senso da presença de Deus. Antes, vivem em dúvida constante. E parecem ir de crise em crise. Só conseguem falar do último problema que tiveram. Contudo cada pedacinho dessa confusão é causado por uma coisa: incredulidade.

O salmista diz: “Acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro” (Salmo 90:9). O salmista está falando do incrédulo. Qual é o título do seu conto? É: Viveram e Morreram em Vão. É a mesma história que ouvimos as pessoas contando sobre avós não crentes: “Viveram seus anos na dor e na amargura. A única coisa que faziam era murmurar e reclamar. E morreram sós e esquecidos”.

Esse é o horror da incredulidade. Ela amputa o seu histórico espiritual, tal que a única lembrança que têm de você é o de uma vida que se perdeu. Quando a geração jovem de Israel perguntava, “E o vovô e a vovó?”, lhes respondiam: “Eles só murmuravam e reclamavam. Eles não tinham porquê viver – então ficaram sentados esperando a morte”.

Muitos Cristãos Ainda Têm de Entrar no Repouso que Deus Tem Para Eles “Resta entrarem alguns nele” (Hebreus 4:6). O crente verdadeiro está determinado a confiar em Deus mesmo se a sua oração não é respondida. Não importa se todos os seus bens são levados, ou mesmo se enfrenta a morte. Ele deseja entrar no repouso de Deus. Qual é a evidência de uma vida assim? Uma pessoa assim, “ele mesmo descansou de suas obras” (4:10). Não passam mais a noite em claro tentando resolver os problemas em sua própria sabedoria, ou com a sua própria habilidade. Antes, lançam tudo sobre Jesus. Não importa se ganham ou se perdem. Eles se concentram unicamente no fato de que Deus tem um plano, e que Ele está operando isso em suas vidas.

Quero terminar com uma experiência que tive há pouco. Numa noite de sábado, desci até o cruzamento de Times Square em Nova York, em meio ao alvoroço de turistas e de outros fazendo as compras de fim de ano. Estima-se que nas horas de pico, quase 250.000 pessoas passam por aqui.

Então, enquanto estava lá, eu orava observando as multidões passando. Certa hora o Espírito Santo cochichou para mim: “David, dê uma olhada nessa aglomeração. Multiplique-a várias vezes, e esse será o quanto de gente que morreu no deserto. Em toda essa multidão, só dois entraram no meu repouso, Josué e Calebe. Todos os outros morreram antes da hora, em desespero e em incredulidade”.

Esse pensamento me foi aterrador. Olhei mais de perto a massa de pessoas entrando nos teatros da Broadway, nos restaurantes, lojas. Vi gente rica, pessoas desabrigadas, gente da classe média, homossexuais, drag queens…e entendi que Deus provavelmente não estava no pensamento de nenhum deles. Pensei no estádio de futebol, nos ginásios de basquete e de hockey, e em todas as pessoas que os enchiam, com só uns poucos que verdadeiramente amam a Deus. Olhei em torno vendo todos os cinemas ali, e pensei nos milhares ali sentados, zombando de tudo que é santo. Observando toda essa gente, entendi que todos eles tiveram a mensagem do evangelho ao seu dispor alguma vez, através da televisão, do rádio, literatura, até de Bíblias gratuitas em quartos de hotéis. Se apenas eles quisessem saber, seriam informados de que o mesmo Deus que operou milagres para o antigo Israel, faz o mesmo para todos os que O amam hoje.

Porém são pessoas que não O querem conhecer. Se vêem alguém entregando folhetos evangelísticos, eles se apressam e o rejeitam. Não têm nenhum deus além do prazer, do dinheiro e das posses.

Derepente, comecei a ver o valor de um crente único diante dos olhos de Deus. E ouço Jesus fazendo a mesma pergunta hoje: “Quando Eu voltar, encontrarei fé na terra?”. Vejo Cristo, O que sonda o coração dos homens, esquadrinhando todos os bairros, e encontrando poucas pessoas, se tanto, que verdadeiramente O amam. Eu O vejo procurando nos campus universitários, perguntando: “Quem aqui vai crer em Mim?”. Eu O vejo pesquisando na capital de nosso país, em busca de quem O aceitaria, e encontrando poucos. Eu O vejo buscando em países  inteiros, e achando só um remanescente. Vejo-O buscando dentro da moderna igreja apóstata, e não encontrando fé, apenas mortandade.

Finalmente, Ele pesquisa a Sua igreja, procurando servos com genuína fé. Porém, o que Ele vê parte o Seu coração, e O entristece profundamente. Ouço-O chorando como fez por Israel: “Jerusalém, Jerusalém… Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes!” (Mateus 23:37). Qual o motivo da angústia dEle? Deus enviou o Seu Filho para revelar o amor do Pai aos filhos amados. Enviou o Espírito Santo para confortar e guiá-los. Mesmo assim, multidões dentro da Sua casa não têm fé. Não crêem que Ele responda orações. Murmuram e reclamam, acusando-O de negligenciá-los. E ficam com medo e em desespero, como se Deus os tivesse abandonado.

Como ministro do Senhor, carrego a carga do meu Pastor. E sinto a Sua dor. Nesse momento, ouço-O dizendo: “Mesmo em Minha casa, vejo tão poucos com fé. Muitos dos Meus próprios filhos, incluindo os Meus pastores, fraquejam na hora das lutas. Não confiam em Mim quanto às suas famílias, seus empregos, seus futuros. Em verdade, muitos fizeram a sua escolha”.

Então, e você? O Senhor vem a cada um de nós, perguntando: “Você crê em Mim? Você confia em Mim? Quando Eu vier, encontrarei fé em ti?”.
Como você responderá?

Autor: Artigo recebido por email

O Poder da Língua

 
Quantas vezes você já falou algo e depois se arrependeu, mas já era tarde. O apóstolo Tiago escreveu sobre os efeitos da palavra.

Uma frase na hora errada pode causar um estrago muito grande. Depois que a palavra é emitida não tem como voltar atrás.

Uma pessoa que fala a um auditório pode ser aplaudida ou vaiada, de acordo com o que diz. Quase tudo na nossa vida é resultado da comunicação.

Vamos ver algumas referências bíblicas sobre o poder da língua:

Cuidados com a língua: Prov. 10:19 - 11:12 - 12:18
Conter a língua: Prov. 17:28
Refreiar a língua: Tiago 1:26
Um pequeno órgão: Tiago 3:5-9
Guardar a língua: 1ª Pedro 3:10

São muitos versículos, mas podemos aprender com isso a necessidade de cuidar naquilo que falamos. Você e eu já sofremos as consequências por falar a coisa errada, no lugar errado e na hora errada. Também ja fomos elogiados por dizer a coisa certa, na hora e no lugar certos.

Tiago se preocupou com isso, de forma que dedicou uma parte dos seus escritos para nos alertar dos riscos do mau uso da língua. Não podemos viver sem a língua, mas ela pode causar grandes problemas para a nossa vida.

Para conquistar uma pessoa usamos a língua, mas com ela podemos destruir uma amizade. Para ganhar uma namorada dependemos a voz, mas podemos acabar com um casamento usando a fala.

Grandes estadistas perderam o trono por causa da língua, mas outros já sentaram na mesma cadeira com a palavra certa. Uma declaração de um chefe de Estado pode provocar a queda das bolsas de valores, enquanto outra declaração pode fazer as bolsas subir.

Como estamos usando a nossa língua? Podemos abençoar ou amaldiçoar as pessoas com a nossa língua. O futuro dos nossos filhos pode depender de como usamos a fala para declarar bençãos sobre a vida deles. Também podemos derramar maldições neles com as nossas palavras.

Vamos pensar neste assunto tão sério.

Autor: Laércio

Vidas Sem Forma e Vazias

Gn.1.1-4

Vidas Sem Forma e Vazias - Estudo Biblico | Midia Gospel 1- Muitas vidas estão como a terra do segundo versículo, sem forma e vazia, verdadeiro caos.

Foram criados por Deus mas não têm nenhum compromisso com ele.
Estão distantes, indiferentes, querendo viver independentes de Deus.

2 - Conseqüência: O cenário é de trevas sobre a face do abismo.

O perigo da perdição está encoberto pelas trevas da ignorância.

3 - “Haja luz” - Quando Deus entra na vida de alguém, tudo se transforma (João 3.19). Um dos significados de “luz” é conhecimento. Começamos a ver o que está errado e precisa ser mudado.


Conclusão: Permita que o conhecimento de Deus transforme sua vida.
Dia após dia, ele criará algo novo. Colocará cada coisa no seu devido lugar, e o resultado será uma vida de comunhão com o Senhor.

Autor: Prof. Anísio Renato de Andrade
 

Gratidão - O Indicador da Maturidade Espiritual

 
Gratidão - O Indicador da Maturidade Espiritual - Estudo Biblico | Midia GospelFreqüentemente, deixamos de reconhecer e de agradecer a Deus pelas muitas bênçãos e só sentimos a falta quando elas cessam!

Se você conhece a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, o texto de Efésios 1:3 deve ser de particular importância:

"Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo."

Em outra tradução, esse verso diz que Deus nos tem abençoado. Essa forma verbal indica que a ação iniciou no passado. Aqueles que são Seus filhos — que nasceram na sua Família por meio do novo nascimento em Cristo — recebem e retêm essas bênçãos desde o exato momento em que receberam Cristo em seus corações. Observe também que recebemos toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais! Você crê na Palavra de Deus? Crê que ela é infalível e sem erros? Se crê, então não deverá ter dificuldades em aceitar o fato que cada um de nós tem sido abençoado — e continua a ser abençoado — com o que de melhor o céu tem a nos oferecer.

Não somente somos todos os receptores das bênçãos espirituais além da nossa capacidade de total compreensão, mas todos compartilhamos as muitas bênçãos temporais também — como o sol, a chuva, e o encanto com a beleza natural do planeta. A maioria de nós é cidadão em países relativamente livres, onde podemos viver nossas vidas (pelo menos por enquanto) com pouca interferência do governo e prosperar em proporção direta aos nossos esforços, criatividade e capacidade. Os avanços tecnológicos dos últimos anos facilitaram muito a vida e parece que até o aspecto de ganhar a vida com o suor do rosto foi grandemente reduzido para as massas. Claramente, cada um de nós teria que admitir que quando olhamos para nossas vidas e começamos a contar as bênçãos de todos os dias, verificamos que o número é muito grande — na verdade, elas são tantas que acabamos assumindo que são coisas normais da vida.

Agradeço a Deus por que Ele recentemente me permitiu passar por um marco na minha vida. Nasci pouco mais de sessenta anos atrás em um mundo diferente — um mundo que lutava para se libertar dos dez anos de depressão econômica e que estava na iminência de entrar na Segunda Guerra Mundial. Meus pais eram típicas pessoas nascidas em uma fazenda daqueles tempos e estavam bem acostumados com o trabalho duro e pesado. Lembro que na minha infância, minha mãe dizia que na sua adolescência ela trabalhava tanto na colheita do algodão que desejava a morte no fim do dia. Regar a plantação nos dias quentes e cortar o algodão era um encargo para todos os membros da família. A sobrevivência dependia disso, pois a receita obtida com a venda do algodão manteria a família nos meses de inverno. As roupas das crianças eram feitas com pano de saco, que minha mãe e a mãe dela faziam à mão no "tempo livre". Todos os dias elas se levantavam bem cedo, acendiam o fogo no fogão à lenha e preparavam o café da manhã. (Somente quem já precisou trocar de roupa em uma casa onde não há aquecimento durante os dias de inverno é que pode entender a utilidade do aquecimento central e do ar condicionado!)

Depois que todos estavam alimentados e iam à escola, o almoço precisava ser preparado (as sobras eram cobertas e deixadas na mesa para o jantar, pois não havia refrigeração). O dinheiro era curto e a maior parte do que eles consumiam era produzido na própria fazenda — o que significa que quando era a época de colheita de algum legume, as mulheres tinham de colher, cozinhar e preparar conservas ou enlatados. Lavar roupa também era uma dificuldade — uma grande bacia de ferro era colocada no quintal, enchida com água tirada do poço e depois uma fogueira era acesa embaixo para aquecer a água. As roupas eram então mergulhadas naquela água, ensaboadas e esfregadas para remover as manchas. Em seguida, elas eram retiradas, esfregadas e enxaguadas no tanque. Finalmente, eram colocadas em um varal para secar. Ainda tenho na lembrança a imagem das mãos vermelhas de minha mãe e da minha avó, após lavarem tanta roupa naquelas manhãs de inverno. Enquanto as mulheres estavam ocupadas com essas atividades domésticas do dia a dia, os homens trabalhavam nos campos, rachando lenha, alimentando os animais, consertando os equipamentos e fazendo uma infinidade de outros serviços.

Algumas pessoas chamam aquela época de "velhos e bons tempos", mas honestamente creio que aquela bondade relativa era produzida pela severidade experimentada! Quase todos passavam por dificuldades financeiras e a manutenção do básico da vida requeria trabalho constante. Essa experiência comum produziu dentro de grande parte da sociedade um senso de empatia de uns para com os outros. A polidez e a gentileza eram muito mais comuns do que agora e os direitos da outra pessoa eram grandemente respeitados. Falando de respeito, as mulheres naqueles tempos eram consideradas damas (fossem ou não fossem). Os homens moderavam seu vocabulário quando viam mulheres por perto e procuravam ser cavalheiros, levantando ligeiramente o chapéu como um gesto de respeito ao encontrá-las na rua, abrindo as portas e cedendo seus lugares para que elas sentassem. Hoje, essas atitudes de cortesia são consideradas anacrônicas e algumas mulheres até se sentem ofendidas se um saudosista, como eu, esquecer que os tempos são outros e se atrever a abrir a porta para elas. Perdoe-me, pensei que você fosse uma dama!

Condescendência esta é uma palavra que seguramente será de difícil compreensão para os jovens de hoje! Afinal, praticamente nem conhecemos nossos vizinhos e não temos tempo para nos incomodar com eles! Estamos muito atarefados correndo atrás das nossas ambições de ter dois carros (ou mais) na garagem e uma antena de TV que capte sinais de satélite no quintal! Se entrarem ladrões na casa do vizinho e fizerem uma limpeza lá — é problema deles. Acredite se quiser, houve um tempo — não tão longe assim — quando as pessoas respeitavam e davam valor aos seus vizinhos e faziam qualquer sacrifício para ajudá-los em casos de necessidade. Hoje, ninguém está muito preocupado com os outros — estejam eles bem ou mal! Ser mesquinho hoje é uma virtude e ai do idiota que tentar me ultrapassar na estrada! Amados, nossa sociedade está podre e, como resultado, poucas pessoas agora param para considerar o quanto Deus tem nos abençoado como nação. As maravilhas tecnológicas que facilitam o trabalho permitiram que tenhamos o tempo livre que nossos pais nunca sonharam! Entretanto, em vez de aproveitá-lo, redobramos nossos esforços trabalhando em horas extraordinárias para ganharmos mais e podermos gastar mais! Uma pessoa famosa, cujo nome não me lembro, disse: "Não há esperança para o homem que já está satisfeito". Isso bem poderia ser o lema nacional dos EUA hoje. Estamos correndo de um lado para outro, parecendo formigas que tiveram seu formigueiro destruído, muitos privando-se do sono e outros voando no "piloto-automático" — tentando decidir o que vão comprar em seguida. Poucos parecem satisfeitos com o que já têm e estão literalmente enlouquecendo tentando adquirir tudo. Você vê algo errado neste quadro? Um estudo atento da história revela que estamos no caminho para a destruição. Todas as grandes civilizações humanas nos últimos 6.000 anos cometeram os mesmos erros fatais, até que Deus interveio para destruí-las.

Falando em história, alguma vez já ouviu falar nos "ruidosos anos 20?" Os anos de 1920-1929 foram caracterizados pelo apetite insaciável por diversões e frivolidades. A Primeira Guerra Mundial tinha terminado e as pessoas queriam celebrar. A proibição à venda de bebidas alcoólicas atrapalhou um pouco as comemorações, mas mesmo assim o país caiu na festa. A economia estava robusta como nunca e tudo parecia tranqüilo e promissor. Os analistas financeiros estavam convencidos que o mar estava calmo no horizonte e não poupavam palavras para garantir isso. No entanto, em 29 de outubro de 1929 ocorreu a quebra da Bolsa de Valores. Muitas fortunas desapareceram em questões de horas e muitos analistas financeiros e investidores falidos suicidaram-se saltando do alto dos edifícios de Nova York, temendo enfrentar a realidade. O país mergulhou imediatamente em uma prolongada depressão e o divertimento e a frivolidade dos anos anteriores foram rapidamente esquecidos. Alguns antigos corretores prósperos do mercado financeiro eram vistos vendendo frutas nas esquinas, tentando sobreviver. A euforia dos anos 20 acabou nas duras realidades dos anos 30, que a sociedade teve de enfrentar. Felizmente, naquela época, uma grande porcentagem (talvez a maioria) da população ainda vivia no campo ou em pequenas cidades cuja economia girava em torno da agricultura e da pecuária, de modo que o suprimento de alimentos nunca esteve em risco. Muitas pessoas foram forçadas a procurar seus parentes na zona rural para conseguir comida, mas a vida prosseguiu até que aquelas dificuldades foram superadas. É também interessante observar que durante aquela época houve uma ressurgência da "religião" e as igrejas experimentaram um grande crescimento. Deus tem formas de chamar a atenção do homem.

Hoje, porém, qual é a situação? O mercado acionário nunca esteve melhor e os investidores ganham fortunas diariamente. Os analistas estão otimistas e a mentalidade coletiva é: "Comamos, bebamos e alegremo-nos. Não há nada que possa nos incomodar" Enquanto isso, a sombra pavorosa de um sistema de produção de alimentos altamente centralizado está no segundo plano do quadro atual. Muita da comida necessária é distribuída pelo sistema JIT — "Just in Time", por frotas enormes de caminhões, aviões e outros veículos. Os primos que vivem nas fazendas agora são poucos e estão em uma situação financeira pior do que a nossa. Quando examinamos nossa situação, vemos que em determinado momento passamos a depender excessivamente da tecnologia. Quase todas as atividades em nossas vidas podem ser realizadas apertando-se botões. Muitas pessoas são escravas das bugigangas eletrônicas. Antigamente, quando um rapaz saía pela primeira vez com uma moça, ele perguntava: "Você sabe cozinhar?". Hoje ele pergunta: "Sabe descongelar?".

Alguma vez você já expressou sua gratidão a Deus por viver em uma época maravilhosa como esta? Tem uma remota consciência que a facilidade relativa do seu estilo de vida é superior a que muitos reis tiveram no passado? Já expressei este sentimento antes, em outro artigo, mas irrita-me ouvir o termo "pessoas pobres" ser usado para descrever aqueles em nossa sociedade que são "menos afortunados". Com algumas exceções, as "pessoas pobres" do nosso país são consideradas ricas pela maioria daqueles que vivem em países do Terceiro Mundo. Sei que um número crescente de pessoas está perdendo seu emprego e começando a enfrentar dificuldades, mas vamos ser francos, enquanto tiverem roupas, um teto e comida na barriga — estão em situação muito melhor do que milhões que vivem em outros países. Quantas pessoas neste país são consideradas pobres, mas têm um aparelho de televisão, um carro velho, fumam cigarros e nunca deixam de fazer suas três refeições diariamente? Pense nisto! Lembro da série de televisão "Os Waltons", que mostrava uma família crescendo durante a depressão dos anos 1930 — e quantas dificuldades eles enfrentavam! No entanto, sempre observei que eles possuíam um caminhão velho, uma geladeira na cozinha, uma serraria elétrica, etc.! Acredite-me, qualquer pessoa que naquele tempo tivesse todas essas facilidades estava "bem de vida".

Ficamos tão acostumados com o conforto que perdemos todo o senso de proporção. As pequenas inconveniências tornam-se grandes obstáculos quando a pessoa está mal-acostumada. Paulo, escrevendo para "seu filho na fé", Timóteo, deu alguns conselhos, instruindo-o a que transmitisse a outros:

"Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis; que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna." [2 Timóteo 6:17-18].

Você já imaginou o que aconteceria se tivesse de viver como nos anos 20 ou 30, ou até mesmo antes? Sua existência provavelmente dependeria de trabalho árduo diariamente. Sugiro que você separe certo tempo para contemplar essa questão, pois não é algo que não possa voltar a acontecer! Por muitos anos os pregadores estão tentando advertir que o julgamento de Deus está próximo, mas a maior parte das pessoas não quer ouvir, continua se divertindo, sem considerar a possibilidade. Os sinais de advertência estão em toda a parte: a criminalidade e a violência estão crescendo, a feitiçaria agora é reconhecida como uma religião legítima, os governos estão atolados em corrupção, o assassinato dos inocentes no útero materno praticamente entrou na moda e a intolerância ao cristianismo está ficando mais explícita — somente para mencionar alguns sinais sociais.

Em algum ponto no futuro, esta casa de cartas vai desmoronar e, quando isso acontecer, grande será a ruína. Ainda acredito que Deus poupará os cristãos genuínos da maior parte, se não de todo o desastre, por meio do arrebatamento da igreja, mas e se eu estiver enganado? Por outro lado, e se estiver certo e você ficar para trás? Em ambos os casos, alguns de vocês que estão lendo isto provavelmente ficarão face a face com a terrível realidade de lutar apenas para sobreviver. Devido à possibilidade real de isso acontecer brevemente, peço que você pare e analise seu relacionamento com Deus. Você conhece a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal? Tem certeza de que quando morrer estará com Ele para sempre? Se ainda não tem, exorto-o a confiar nEle hoje e a buscar Sua misericórdia e graça, obtendo o perdão para seus pecados e a salvação da sua alma.

Autor: Pr. Ron Riffe

Busque o Perdão de Deus

 
Busque o Perdão de Deus - Estudo Biblico | Midia Gospel
Os tolos pecam e não se importam, mas os bons querem ser perdoados. (Provérbios 14: 9,NTLH).

O nosso pior inimigo, não há dúvida, é o pecado. E isto, porque Ele é o único fato que impede o agir pleno de Deus em nossas vidas, separando – nos da glória que nos está proposta. Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus (Romanos 3: 23, NTLH).

Esse estado pecaminoso que afeta todo o ser humano não é a vontade de Deus, uma vez que característica eterna é a santidade e a perfeição. Além do mais, Ele quer que desfrutemos de sua presença e bênçãos. O profeta Isaías (59: 1-2, RA) esclarece: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.

No entanto, há um meio de nos reconciliarmos com Deus, o Pai. Esse meio, que é único, é o recebimento do perdão dos pecados mediante a fé no sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário sendo algo verdadeiramente transformador e fruto do poder do eterno amor de Deus. Só o perdão dado por Deus pode nos livrar do peso do pecado. Não há ato religioso, nem dinheiro ou aprovação humana que pode nos retirar esse fardo, a não ser o perdão entregue por Deus aos que creem na obra de Cristo Jesus.

É claro que o perdão dado por Deus não é entregue aos que clamam somente com os lábios, pois o Senhor não se preocupa com o exterior, mas é dado aos que clamam com o coração. O rei Davi confiava nisso: “Ó Deus, o meu sacrifício é um espírito humilde; tu não rejeitarás um coração humilde e arrependido” (Salmos 51: 17, NTLH). Assim, o perdão pressupõe arrependimento verdadeiro.

Portanto, não importa o pecado ou o rito do perdão, mas sim o coração, uma vez que a vontade do Senhor é que, uma vez perdoados possamos nos ver libertos dos laços do inimigo, e isso só é possível quando nosso coração está disposto a viver uma nova vida. Não foi isso mesmo que nos ensinou o Mestre? Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.(João 8: 10,11, NTLH).

Deve-se falar ainda, que o perdão é um ato dado por Deus aos que o buscam de coração, mas o ato de arrependimento e busca do perdão deve ser nosso. Disse o filho pródigo: Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. (Lucas 15: 18, 19, NTLH). No mesmo sentido o profeta Miquéias (7: 8,9, NTLH): Ó inimiga minha, não te alegres a meu respeito; ainda que eu tenha caído, levantar-me-ei; se morar nas trevas, o Senhor será a minha luz. Sofrerei a ira do Senhor, porque pequei contra Ele, até que julgue a minha causa e execute o meu direito; Ele me tirará para a luz, e eu verei a sua justiça.

Encerrando, não podemos de nos esquecer de que quando nos encontrarmos em pecado o tempo de se arrepender e pedir perdão é o seguinte, ou seja, o mais rápido possível, o “enquanto há tempo”.

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. (1 João 2: 1, RA).

Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar. (Miquéias 7: 18,19, NTLH)

Veja mais: Salmos 32, 51, 103, 147, Ezequiel 18, 1 João 1:9

A Paz do Senhor a todos!

Autor: Jônatas Eduardo B. M. Teixeira

Espaço Teen

 A Vida é Feita De Escolhas
Eu sou uma pessoa extremamente apaixonada por frases; sempre acho que elas fazem algum sentido na minha vida.  E eu sempre gostei dessa frase “a vida é feita de escolhas”, porque resume bem o que aconteceu com a minha vida.

E se tem uma frase que me marcou muito, foi uma frase que o pastor Nelson disse:
“A vida é feita de escolhas. Hoje, você faz suas escolhas, amanhã suas escolhas fazem você.”
As escolhas que fazemos determinam a nossa vida. Mas eu nunca tinha parado para pensar na profundidade da última parte: suas escolhas fazem você!

E não faz todo o sentido? O que você escolhe hoje, determina quem você é amanhã!
Minhas escolhas no passado, determinaram quem eu sou hoje! Assim como as minhas escolhas do presente, determinam quem eu serei no futuro.

O problema é que nós queremos escolher o que nós queremos! Fazemos escolhas baseadas em nossas emoções, em nossos sentimentos, em nosso conhecimento e entendimento.
Assim, muitas de nossas escolhas, quando não são baseadas na vontade de Deus, trazem consequencias negativas.

Quando não esperamos pela vontade de Deus e queremos fazer as coisas de acordo com a nossa própria vontade, as consequências podem ser: dor, rejeição, culpa, medo, etc.
Tudo isso, porque não queremos esperar em Deus, pelo agir dEle, no tempo dEle!
A vida é feita de escolhas!

Os que escolhem não esperar, se frustram.
“…Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam.” Isaías 40.31

Fonte: Eu Escolhi Esperar

Espaço Saúde

Ritmo Circadiano e Ciclo do Sono 


O termo ritmo circadiano provém do Latim circa diem, que significa “por volta de um dia”. O ritmo circadiano regula todos os ritmos do corpo desde a digestão até ao processo de eliminação, desde o crescimento ao renovar das células, assim como a subida ou descida da temperatura.Quando há distúrbios do ciclo circadiano, ocorrem diversas alterações, como déficit de atenção, alterações na qualidade do sono, concentração e performace no trabalho e exigências sociais.
Os ciclos circadianos são controlados nos mamíferos pelos núcleos supraquiasmáticos (NQS) (relógios) do hipotálamo anterior e este, por sua vez, estão sob controle temporal por agentes sincronizadores, como a luz.
Qualidade do sono:
Com a chegada do processo de envelhecimento ocorrem alterações no ritmo circadiano, provavelmente na qualidade da transmissão da informação ótica pela retina ou ao nível do marcador central – NSQ –, que perde a capacidade de resposta à informação. Isso ocasiona modificações na quantidade e qualidade do sono, as quais afetam mais da metade dos adultos acima de 65 anos de idade.
O sono tem sido definido como um estado fisiológico complexo, que requer uma integração cerebral completa, durante a qual ocorrem alterações dos processos fisiológicos e comportamentais, como mobilidade relativa e aumento do limiar de respostas aos estímulos externos. É um estado descontínuo organizado em fases que se diferenciam por traçados eletroencefalográficos específicos. os estudos cronobiológicos descrevem dois sistemas neuroanatômicos que se inter-relacionam sincronicamente na manutenção do ciclo sono-vigília: o Sistema Indutor do Sono e o Sistema Indutor da Vigília. O primeiro mantém os estados de alerta e a capacidade de concentração; o segundo, é responsável pelos diferentes estágios do sono.
Os mecanismos neurofisiológicos que induzem os estados devigília encontram-se no Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA), formado por neurôniosnoradrenérgicos, catecolaminérgicos, serotonérgicos, glutamatérgicos e gabaérgicos, entre outros, particularmente ativos durante o estado de vigília. O SRAA conecta-se com todo o diencéfalo e ativa o córtex cerebral. Esses mecanismos funcionam de acordo com o ritmo circadiano. Assim, quando aumenta a temperatura corporal, aumenta a atividade metabólica, com maior produção de catecolaminas, substâncias indutoras da vigília; quando a temperatura cai, a liberação de catecolaminas diminui. Por outro lado, no Sistema Indutor do Sono, os neurônios promotores do sono “tornam-se ativos, diminuindo a atividade cortical através da inibição dos neurônios do SRAA”. O sono pode também ser facilitado pela diminuição de estímulos sensoriais como ruídos e claridade.
O ciclo claro-escuro é o mais importante fator ambiental sincronizador dos ritmos biológicos. A luz muda a fase do relógio circadiano por uma cascata de eventos no interior das células do núcleo supraquiasmático (NSQ), incluindo a ativação do gene mPer1. A informação da claridade/escuridão é transmitida, via trato retino-hipotalâmico, da retina (único receptor da informação) para o núcleo supraquiasmático (NSQ) e deste para a glândula pineal, que regula a secreção de melatonina.
A melatonina exerce um efeito de sincronização no marcador circadiano, sendo fortemente suprimida na presença de luz, aumentando até um determinado platô durante o sono e diminuindo novamente com o despertar.
Existem inúmeras causas potenciais de distúrbios de sono na terceira idade. No intuito de facilitar o seu reconhecimento e manejo na prática clínica, elas foram sistematizadas e classificadas. Uma dessas classificações, elaborada pela Associação Americana dos Distúrbios do Sono, agrupa os principais transtornos em três categorias: dissonias, parassonias e distúrbios médico-psiquiátricos.
Além dos distúrbios relacionados ao ritmo circadiano, transtornos ambientais, tais como higiene inadequada de sono e consumo de substâncias psicoativas, interferem no padrão normal de sono.

Na higiene inadequada do sono, incluem-se tanto as expectativas acerca do sono quanto as condições para dormir (luminosidade, ruídos, temperatura, companheiro de quarto, atividades inapropriadas na cama, ingestão de alimentos e líquidos precedendo o horário de ir para a cama, horário de uso de diuréticos), assim como as alterações comportamentais ou psicossociais.
A adequada avaliação e planejamento das rotinas diárias e de rituais de sono poderão auxiliar o profissional de saúde a selecionar os sincronizadores eficazes.
As condições para dormir devem envolver sempre a preocupação com um ambiente físico confortável e seguro.
Entre os fatores psicossociais, responsáveis pelos distúrbios de sono no idoso, estão o luto, a aposentadoria e as modificações no ambiente social (isolamento, institucionalização, dificuldades financeiras). A morte do cônjuge tem um forte impacto na velhice, podendo estar associada ou não à depressão. A aposentadoria e as modificações no ambiente social, quando rompem com os hábitos regulares do idoso, contribuem para reduzir a amplitude do ritmo circadiano, produzindo fragmentação do sono noturno e, freqüentemente, cochilos diurnos usados como fuga à monotonia.

Os fatores comportamentais com maior interferência sobre os distúrbios de sono na velhice são a redução da atividade física e da exposição à luz solar. A atividade física regular parece resultar em aumento da profundidade e duração do sono. Contudo, alguns cuidados devem ser observados: os exercícios devem ser adequados  às condições de saúde do idoso (leve ou moderada intensidade); realizados várias horas antes de dormir, evitando-se o período da manhã quando ocorrem as alterações da pressão arterial, da viscosidade sanguínea e da agregabilidade plaquetária, o que aumentaria o risco de acidentes vasculares cerebrais e cardiovasculares. A exposição ao sol contribui para a regularização do ritmo circadiano e a liberação de melatonina ajusta a temperatura central do corpo e a consolidação do sono.
Ainda que tenham efeito mais lento do que o uso de medicamentos, essas intervenções melhoraram o sono em 70-80% de pessoas jovens. No entanto, sua eficácia diminui com a idade, o que sugere um permanente monitoramento dos efeitos para avaliar a necessidade de combinar estratégias não farmacológicas com terapia medicamentosa.
Os transtornos do sono decorrem também do uso de drogas e álcool. Estima-se que 90% dos idosos utilizam pelo menos uma medicação e que a maioria deles consome dois ou mais medicamentos de uma só vez. Em decorrência, muitos idosos apresentam distúrbios de sono como efeito colateral ou cumulativo dessas drogas, devido à diminuição do metabolismo e excreção nesta faixa etária. Em relação aos hipnóticos, largamente consumidos pelos idosos, ressalta-se o efeito depressor sobre o sono REM, necessário para o alívio do estresse mental, tais como tensão e ansiedade.
Além disso, o uso crônico de hipnóticos, sedativos e álcool pode induzir a insônia e, conseqüentemente, hipersonolência diurna, perda do equilíbrio, prejuízos na cognição e no desempenho psicomotor.

Prevenção e tratamento:
A prevenção e o tratamento dos distúrbios de sono na terceira idade podem ser feitos por meio de medidas terapêuticas não medicamentosas, destinadas a melhorar a qualidade e quantidade de sono.

Entre essas medidas, está a Terapia Cognitiva e Comportamental, que inclui:
1) a educação sobre a higiene do sono;
2) o controle de estímulos;
3) o relaxamento muscular;
4) a restrição do sono;
5) a terapia cognitiva para a insônia.
fonte: saudegeriatrica